O Jogo do Abate Começou — e Eu Esqueci as Regras no Episódio 3



Se você achou que o Incidente de Shibuya foi caótico, prepare o coração (e o estoque de colírio), porque a terceira temporada de Jujutsu Kaisen chegou com a energia de quem tomou dez energéticos e decidiu que "descanso" é uma palavra proibida no dicionário de Gege Akutami.

Desta vez, mergulhamos no famigerado Jogo do Abate. Se a segunda temporada foi um trauma coletivo regado a lágrimas, a terceira é um exercício de geometria aplicada: são tantas regras, barreiras e pontos que, em certos momentos, eu não sabia se estava assistindo a um anime de luta ou tentando declarar meu imposto de renda no meio de um apocalipse.

O Equilíbrio da Maldição
A animação continua sendo um espetáculo visual que faz qualquer placa de vídeo chorar. As lutas são coreografadas com aquela fluidez que nos faz esquecer que o mundo está acabando. No entanto, o ritmo é... peculiar. É o único show onde um personagem pode explicar as leis da termodinâmica de um poder por dez minutos e, logo em seguida, ser arremessado através de três prédios sem tempo para um "boa tarde".

 * Ponto Alto: A introdução de novos personagens que transbordam carisma e técnicas tão absurdas que fazem o "Infinito" do Gojo parecer um truque de mágica de festa infantil.

 * Ponto de Atenção: Se você piscar durante uma explicação de regra, corre o risco de passar o resto do arco achando que o objetivo principal é ganhar um torneio de bocha interdimensional.

Conclusão

No fim das contas, a 3ª temporada mantém a essência: é frenética, visualmente impecável e ligeiramente confusa para quem não tem um doutorado em Energia Amaldiçoada. Mas, convenhamos, entre entender tudo e ver um "Black Flash" bem renderizado, a gente sabe muito bem o que o nosso lado fã escolhe.
Prepare a pipoca, o caderninho de anotações e tente não se apegar demais a ninguém. Você já deveria ter aprendido essa lição, né?

Comentários